Soft Skills – habilidades socioemocionais para profissionais se destacarem

Por Paulo Sedicias

Publicado em Comportamento | 24/05/2021

O passar do tempo, a velocidade com que as mudanças ocorrem, o surgimento de novas tecnologias, o acesso a informações e o crescimento da competitividade fizeram com que as empresas requeressem dos profissionais o desenvolvimento de novas habilidades. Engana-se quem imagina que são apenas expertises técnicas (hard skills), aquelas desenvolvidas através de treinamentos, leituras, e de fácil mensuração, como, por exemplo, a fluência em um novo idioma, pós-graduação, MBA, etc.

Um bom currículo sem dúvidas irá agregar ao profissional, mas não será mais o suficiente para mantê-lo em atividade ou para agir como um diferencial competitivo entre os demais. O mercado busca novas habilidades sociais, emocionais e mentais, que estão relacionadas ao comportamento e personalidade do indivíduo, a qual chamamos de soft skills.

Você pode estar se perguntando: quais habilidades são essas? Podemos destacar: criatividade, organização, comunicação, escrita, resiliência, empatia, flexibilidade, liderança, entre outros. O importante aqui é trabalhar o autoconhecimento e saber que você pode desenvolver novas habilidades ao longo do tempo, ou seja, é um processo contínuo.

Tão importante quanto desenvolver essas habilidades é saber identificar e pô-las em prática, porém não é um processo tão simples e fácil de avaliar, e requer tempo. Elas também são conhecidas como people skills (habilidades com pessoas) ou interpersonal skills (habilidades interpessoais), pois estão diretamente associadas a forma como o individuo se relaciona com as outras pessoas.

Nesse contexto, psicólogos e coachings podem ser atores essenciais que farão com que o profissional identifique suas fraquezas e potenciais, ou até mesmo seu gestor direto, um líder, mentor, alguém que através do feedback, estimule em você, reconhecer suas forças. Sem esquecer do autoconhecimento – é necessário ter maturidade para se autoanalisar, autocriticar e encontrar em você pontos fortes que façam sentido, por exemplo, destacar em um processo seletivo, ou até mesmo para se manter na vaga após contratado.

O que as empresas esperam com isso? Assertividade no processo de seleção de talentos, mantendo clara as competências que busca para cada vaga, um clima organizacional saudável com profissionais que tenham as soft skills essenciais para o desenvolvimento das atividades, trabalhar o autogerenciamento e automotivação entre os seus membros e, claro, que a soma disso tudo contribua para os resultados individuais e coletivos da organização.

Paulo Sedicias

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Paulo Sedicias é gerente de MKT do Grupo Roma Educacional (paulo.sedicias@romaeducacional.com.br)

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